O treinador do Gil Vicente confirmou ainda que Pablo, o melhor marcador da equipa, ainda não estará disponível para jogar os 90 minutos contra o Arouca.
O técnico do Gil Vicente, César Peixoto, realizou este sábado a conferência de antevisão para o jogo da 16ª jornada da Primeira Liga, onde os gilistas defrontam o Arouca.
Peixoto encara o histórico de 17 jogos sem vencer o Arouca como uma motivação adicional. O treinador expressou a sua ambição de continuar a estabelecer marcas positivas para o clube de Barcelos.
Fome de Vencer e Quebra de Recordes
“É mais uma motivação, apesar de ser intrínseca. Este ano temos quebrado recordes atrás de recordes, por isso é mais um.”
O técnico enfatizou a importância da crença no método de trabalho, destacando a dedicação da equipa e o desejo constante pela vitória.
“Nós acreditamos é no processo, temos fome de vencer e demonstramos, em cada jogo, esforço, trabalho e vontade de vencer. Seria importante terminar o ano com uma vitória, os jogadores merecem e os adeptos também. No último jogo em casa tiveram um comportamento fantástico, apoiaram-nos durante 90 minutos e a equipa nunca baixou.”
Peixoto recordou o empate recente em casa, lamentando um golo anulado que, na sua opinião, foi uma decisão “muito injusta”.
Questionado sobre a possibilidade de bater o recorde de pontos na primeira volta, Peixoto mostrou-se esperançoso de deixar a sua marca na história do clube.
“Se ficarmos na história, melhor ainda. Disse que igualámos a melhor pontuação da 1ª volta no campeonato, eu não sabia, creio que era o míster Álvaro Magalhães. Espero que, daqui a muitos anos, digam que fui eu que estava aqui quando batemos o recorde. Há motivação, mas vem de dentro da estrutura.”
Eficácia Ofensiva e Análise Tática
O treinador abordou a falta de concretização nos jogos recentes, reconhecendo que a equipa tem sido dominante mas pouco incisiva na finalização.
“Faltou-nos ser incisivos. Fomos dominadores durante os 90 minutos, principalmente nos últimos dois encontros. As equipas adversárias fizeram seis remates em dois jogos e, a nós, faltou-nos concretizar o volume de oportunidades. Mas isso faz parte do processo e confiamos muito no que estamos a fazer. Temos sempre de ter a iniciativa e de querer mais oportunidades.”
O Regresso de Pablo
Sobre o regresso do melhor marcador da equipa, Pablo, César Peixoto sublinhou a sua importância, não apenas pelos golos, mas também pela sua capacidade de trabalho e liderança defensiva.
“O Pablo é muito importante na zona de decisão, que é o que tem falhado num jogo ou outro. Não só pelos golos, mas pelo que trabalha e pela confiança que transmite para os colegas. Queremos ganhar todos os jogos, mas não temos a obrigação de ganhar todos os jogos, é diferente.”
Gestão dos 90 minutos
César Peixoto foi cauteloso quanto à condição física do avançado.
“Ainda não está para jogar 90 minutos, temos que ser sinceros. Vamos gerindo e vamos vendo o que acontecerá, mas temos isto muito bem controlado para ele não sofrer uma recaída. Está para jogo. O importante é que ele terá que trabalhar defensivamente. O Pablo é o primeiro defesa no campo, ativa bem a pressão e é muito importante nesse sentido também. Está apto e temos essa opção.”
Balanço da Primeira Volta
Em retrospetiva, o técnico manifestou-se satisfeito com o quarto lugar alcançado, fruto do planeamento e da crença no projeto.
“Tínhamos muita esperança pela forma como terminámos a época no ano passado. O tipo de perfil, de ideia de jogo e projeto fez com que a construção de plantel, na base e no ADN que trouxemos, resultasse em muitas coisas positivas. É uma primeira volta irrepreensível, mas que não nos pode deslumbrar, porque no futebol passa tudo muito rápido.”
Peixoto refutou a ideia de crise, destacando que o Gil Vicente é uma das equipas mais jovens do campeonato e que o bom início de época validou o trabalho da equipa técnica.
“Já disseram aqui que estávamos em crise, mas não estamos nem nunca estivemos em crise nenhuma, é um processo. Acreditávamos muito no que íamos fazer e que íamos começar o campeonato bem. Começar o campeonato contra os melhores permitiu-nos perceber onde estávamos e em que nível podíamos estar.”
