Os Dragões contestam a penalização financeira, argumentando que o valor é desproporcionalmente elevado quando comparado com sanções aplicadas a incidentes mais graves, como invasões de campo.
O Futebol Clube do Porto (FC Porto) formalizou o seu desacordo com a coima de 12.750 euros aplicada pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na sequência do incidente mediaticamente conhecido como ‘caso da televisão’, que foi reportado pelo árbitro Fábio Veríssimo.
Este caso remonta à receção dos Dragões ao SC Braga. Face à decisão do CD, os azuis e brancos, conforme noticiado pela imprensa desportiva nacional, decidiram avançar com um recurso oficial para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD).
Argumento de Desproporção
Um dos pontos centrais da contestação do FC Porto prende-se com a alegada desproporcionalidade da multa. O clube salienta que o valor da penalização imposta é quase idêntico ao que foi aplicado ao SL Benfica (15.300 euros) devido à invasão de campo por um adepto no final do dérbi contra o Sporting. Nesse incidente, o adepto confrontou diretamente o árbitro principal, João Pinheiro, e o quarto árbitro, Gustavo Correia, caracterizando uma situação de maior gravidade no contexto de segurança e conduta desportiva.
Detalhes da Sanção
A sanção foi aplicada após a denúncia relativa à instalação de um televisor no balneário da equipa de arbitragem, liderada por Fábio Veríssimo. Durante o intervalo do jogo FC Porto-SC Braga, foram exibidas nesse ecrã imagens de um lance polémico da partida, bem como de um lance controverso anterior apitado pelo mesmo juiz (relativo ao Torneio da Pontinha).
O FC Porto sustenta, na sua defesa perante o TAD, que não violou qualquer dever de organização do jogo estipulado no enquadramento legal das competições profissionais. O recurso visa reverter ou, pelo menos, reduzir o montante da multa.
