Lando Norris compartilhou os motivos por trás da frustração dos pilotos de Fórmula 1 em relação aos carros mais recentes, especialmente no que diz respeito às pequenas perdas de desempenho durante a qualificação. Ele explicou que a natureza desses novos carros, que parecem permitir que os pilotos se aproximem mais dos limites sem perder tanto ritmo, paradoxalmente, torna as perdas mínimas de 1 a 2% muito mais perceptíveis e irritantes.
Ao contrário de carros anteriores, onde a margem para erros era mais clara e uma perda de aderência mais significativa resultava em uma queda de tempo mais dramática, os carros atuais de F1 oferecem uma sensação diferente. Norris descreve que com esses novos monolugares, os pilotos conseguem extrair um nível de performance muito alto com mais consistência, o que faz com que qualquer pequena hesitação ou a ausência de um décimo de segundo se torne um grande problema.
Essa capacidade de “estar colado” aos limites de aderência, segundo Norris, intensifica a frustração quando uma pequena variação, como uma perda de 1 ou 2% de performance, impede que o piloto atinja o seu potencial máximo. A sensação de que o carro está “ali”, quase perfeito, torna a descoberta de que se perdeu uma fração de segundo algo particularmente desagradável, pois o piloto sente que poderia ter alcançado um resultado ainda melhor.
Ele sugere que essa proximidade aos limites, aliada à facilidade em extrair performance, pode levar a uma percepção exagerada de quão grande é uma perda de pequena magnitude. A dificuldade não está mais em apenas manter o carro na pista em alta velocidade, mas sim em otimizar cada milissegundo disponível, e qualquer coisa aquém disso se torna um ponto de irritação.
